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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Observadores - fotógrafos da cena britânica desde 1930 até hoje


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Exposição com fotos do mestre Carlos Moreira. Imperdível.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Namartha: SP ganha laboratório e núcleo audiovisual

Uma ótima notícia para fotógrafos profissionais e amadores. Será lançado em São Paulo amanhã, dia 12/04, o laboratório de revelação e tratamento de imagens namartha. O projeto é de Martha Reis, especialista na gestão de laboratórios de pós-produção de longas metragens como Cidade de Deus e Cinema, Aspirinas e Urubus.
A ideia é unir o melhor de dois mundos distintos porém idênticos em suas essências: a fotografia digital e analógica. Segundo Martha, o laboratório pretende discutir formas alternativas de produção, além de alcançar a geração que nasceu na era da imagem digital e desconhece os processos analógicos. “Sempre acreditei no híbrido entre digital e analógico, sem polarizações”, conta a especialista.
Para chegar a mais pessoas, o namartha terá diferentes pontos de coleta de negativos ao invés de uma loja própria. O primeiro deles será a loja Hotel Tees, na esquina da rua Augusta com a Matias Aires. A comunicação entre clientes e equipe acontecerá via Facebook.





O namartha chega com uma festa de lançamento no próprio Hotel Tees. Além de música, o evento terá exibição da nanometragem Come Play With Us, remake de um clássico do suspense e também o lançamento do Fanzine #1 do namartha. “O conceito do namartha vai além da revelação e tratamento, somos de fato um grupo envolvido em projetos experimentais”, explica Martha.
Pena que não estarei em São Paulo para prestigiar a festa. Mas certamente pretendo mandar meus negativos pra lá e participar dos próximos eventos.

Saiba mais:
http://www.facebook.com/namarthalab

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Impressão e Conservação de Fotografias no período digital



Na atual Era Digital, o desafio da conservação é um ponto muito sensível e contraditório. Ao mesmo tempo em que o arquivo, por ser digital, pode ser reproduzido com perfeição, as mídias disponíveis para armazenar o arquivo digital são muito menos longevas, testadas e seguras.

Existe, além do risco da "Morte Súbita" do arquivo digital, é preciso sempre migrar os arquivos para a tecnologia mais recente, evitando que eles fiquem presos em um suporte obsoletoe sem condições de se recuperar a informação, mesmo que a mídia ainda esteja boa.

Então surge aí o primeiro paradoxo: Para manter os arquivos, se fazem necessárias diversas cópias de segurança e --talvez-- uma matriz analógica! Mas então surge uma questão essencial: Que material deve ser mantido?

Deve ser feito uma escolha e curadoria muito cuidadosa sobre quais arquivos se quer fazer a conservação, pois isto irá determinar toda uma geração de mídias e trabalhos que podem ter impacto no nosso bolso e no meio-ambiente. Fotografias que são descartáveis devem ser deletadas porque senão significarão CDs convertidos depois para DVDs copiados posteriormente em Blu-Rays, HDs e LTOs em duplicidade para garantir seu armazenamento seguro... Por isso sua escolha é importante. Basta pensarmos na forma como o arquivo digital é facilmente proliferável: Recebemos diariamente toneladas de e-mails que reencaminhamos para diversos receptores que por sua vez reenviam para outros, e muitas vezes deixam parados na Caixa Postal. São informações que necessitam de backup?

E quanto à fotografia? Ainda mais agora que com a fotografia digital damos muito mais cliques do que antigamente no filme, pois "podemos apagá-las depois". Mas nós as apagamos? E depois, como manter os arquivos? A situação é mais complexa ainda no Cinema, onde massas muito maiores de dados precisam ser manipulados. Mas fiquemos por enquanto na fotografia...





Uma questão abordada no workshop acima é de que já se tem uma base histórica boa para se afirmar com segurança que os pigmentos minerais são mais duradouros do que os corantes. Isso significa que uma fotografia impressa em papel fotográfico colorido convencional dura bem menos do que uma fotografia impressa via impressora jato de tinta em papel de fibra de algodão com pH controlado.

Então, qual deve ser o workflow para a conservação dos arquivos fotográficos digitais?
Segundo Millard Schisler, Coordenador de Preservação da Cinemateca Brasileira e ministrante do Workshop, primeiramente eles preferiram fotografar as fotografias antigas em vez de escaneá-las. Millard sustentou que o escaneamento trazia muitas imperfeições do papel, principalmente de fungos. Optou-se então usar a câmera fotográfica diante da fotografia pressionada em um sanduíche de vidro. O arquivo RAW da câmera então foi convertido primeiramente para DNG, segundo ele, um "RAW" com código mais aberto, menos dependente do controle dos fabricantes de equipamentos. Deste DNG extraiu-se um arquivo TIFF. Este sim é um arquivo aberto que servirá de base para a impressão após os ajustes necessários de cor, escala de cinzas, e sharpening.

Outros assuntos importantes não foram abordados no workshop, e devem ser pesquisados no livro "O Dilema Digital" (ou aqui) e no site http://www.wilhelm-research.com/

Veja o excelente artigo abaixo.
http://www.nytimes.com/2007/12/23/business/media/23steal.html?_r=3&scp=21&sq=&st=nyt


Texto lido durante a reunião do Conselho da Cinemateca Brasileira em 15 de abril de 2010, reproduzido por Carlos Ebert:

Sugestões conceituais para uma reflexão sobre preservação audiovisual.
Gustavo Dahl

1. As imagens que uma civilização produz sobre si mesmo fazem parte de sua identidade concretamente, indo alem da imaterialidade do seu imaginário, da sua própria cultura. As grandes civilizações da Antiguidade subsistem na história por conta das imagens que produziram, tanto como monumentos, obras de arte ou registros. As civilizações que não deixam imagens se perdem no tempo, é como se não tivessem existido.

2. As imagens representam aparências, porém, mais do que isso, representam sentimentos que vão constituir os valores, o ethos dos povos, países, culturas, civilizações. Num momento em que as relações internacionais se estruturam em torno de um confronto de valores, a chamada guerra de civilizações, que opõe por exemplo a democracia ocidental à teocracia islâmica, o patrimônio de imagens de cada país passa a ter dimensão estratégica. É motivo de reflexão que a maior potencia militar da atualidade, os Estados Unidos, sejam também a maior potencia da industria cultural, especialmente na produção audiovisual.

3. A atenção que cada país dá à preservação do seu acervo audiovisual é diretamente proporcional à sua autovalorização. O descaso com que o Brasil, historicamente, trata a preservação de seu acervo cinematográfico e audiovisual exprime a relação conflituosa que mantém com sua identidade. O colonizador, o ocupante dá sempre inicio à sua ação pela destruição das imagens do colonizado. Nada é mais significativo deste fenômeno que o tiro de canhão lançado por Napoleão na cara da esfinge de Quéops, mutilando-a para sempre. As imagens de um povo são seu avatar, seu duplo. Não preservá-las é corresponder ao sentimento de desvalorização da cultura autóctone de cada povo, que o colonizador quer sempre impor para desmoralizar e destruir. É uma desconstrução voluntária a serviço do ocupante.

4. O Império, os impérios atuais, não disputam mais os territórios físicos. As tecnologias de informática e comunicação terminaram por constituir um território virtual, o éter onde se hospedam os satélites e em que são transmitidas as ondas eletromagnéticas e que se superpõe à crosta terrestre. É nele que se dá a guerra virtual, a nova pirataria. Os conteúdos que circulam pela internet e por meio de satélites se propagam pela atmosfera é que são o armamento das grandes potências. Em um momento que os conteúdos já existentes tem a capacidade de gerar novos conteúdos, transformando-se inclusive num ativo econômico, sua preservação, sistematização e armazenamento é um fator estratégico. A preservação é o último elo da cadeia econômica audiovisual, mas é também um arsenal psicossocial.

5. Basta constatar a importância que adquiriram as imagens cinematográficas registradas no início e meados do século XX, para imaginar que daqui a cem anos, as imagens dos jornais quotidianos da televisão deverão ter importância semelhante. Quanto às obras de ficção, freqüentemente na história da arte se processam resgates e obras primas cujo alcance se perde temporariamente. Artistas do porte dos pintores Vermeer e Caravaggio passaram por momentos de ostracismo em seu reconhecimento. A necessidade de preservar a produção artística ou de entretenimento cinematográfica garantem esta possibilidade de releituras futuras. Sem falar em obras que já são consideradas clássicas, mas que mesmo assim se vem ameaçadas na integridade e sobrevivência de suas matrizes. Há uma semelhança entre a preservação que mira o futuro tanto do meio ambiente quanto da produção simbólica.

terça-feira, 2 de março de 2010

Maureen Bisilliat

O ano passado foi excepcional em termos de fotografia no Brasil. Vieram para cá exposições fotográficas fantásticas, como Henri Cartier-Bresson, Walker Evans, Pierre Verger, Robert Doisneau, etc. Além disso, a Galeria de Babel trouxe a agência de fotografia Magnum ao Brasil.

Tomara que o ritmo continue este ano! E, pra começar, recomendo aqui uma bela exposição:



E, melhor, a própria fotógrafa irá fazer uma visita guiada dia 04/03/2010 às 18:00hs.

Dentro da exposição também está sendo exibido o documentário "Xingu/Terra", com direção dela, em projeção digital. Inicialmente filmado em 16mm e ampliado para 35mm, o filme ganhou os prêmios de melhor fotografia (Lúcio Kodato, ABC), melhor som (som direto: Sidnei Paiva Lopes), montagem e edição de som (Roberto Gervitz) no XIV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro - Nov. 1981.

Vejam press-release abaixo:





SESI-SP E INSTITUTO MOREIRA SALLES APRESENTAM EXPOSIÇÃO DE MAUREEN BISILLIAT


Realizada pelo SESI-SP e IMS, a mostra fotográfica será aberta à visitação pública gratuita a partir de 2 de março.



Entre 2 de março e 4 de julho, um acervo com cerca de 200 imagens - editadas pela fotógrafa inglesa Maureen Bisilliat com a colaboração dos curadores do Instituto Moreira Salles (IMS) - estará exposto, gratuitamente, na Galeria de Arte do SESI-SP. No dia 4 de março, às 18h, Maureen Bisilliat fará uma visita guiada com os visitantes da exposição.

A mostra Maureen Bisilliat: fotografias / Acervo Instituto Moreira Salles, que ficou em cartaz no IMS-RJ até 17 de janeiro, chega a São Paulo mais extensa e com novidades. Alguns ensaios ganharam novas imagens, como Pele Preta, composto por fotografias feitas quando Maureen, ainda estudante, frequentava ateliês de modelo vivo. Também ganhou volume a série dedicada aos romeiros.

O público paulistano poderá conferir ensaios inéditos. Chorinho Doce, por exemplo, tem fotografias feitas em grande parte no Vale do Jequitinhonha e inspiradas nos poemas de Adélia Prado.

Outros capítulos que compõem esta exposição também tiveram começo nas obras de um autor. Ao longo de sua profissão, Maureen Bisilliat produziu equivalências fotográficas sobre os universos de Guimarães Rosa, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna e Euclides da Cunha.

Além das referências literárias, a mostra sintetiza situações vividas ao longo da carreira de Maureen, seja nas viagens ao Japão, África e Bolívia, seja durante os anos de glória no fotojornalismo, com os ensaios Caranguejeiras, Mangueira, e China.

Na série dedicada ao Xingu, os visitantes da mostra poderão ver uma canoa, com seis metros de comprimento, produzida de acordo com a tradição indígena. Além disso, durante toda a mostra, haverá a projeção de Xingu/Terra, documentário feito na década de 1980 por Maureen Bisilliat e Lúcio Kodato, rodado na aldeia mehinaku, no Alto do Xingu.

O objetivo da exposição, que tem curadoria de Sergio Burgi, é realizar uma leitura simultânea entre a produção fotográfica e a produção editorial de Maureen Bisilliat, revelando tanto a fotógrafa como a editora de imagens e textos reunidos nas diversas publicações que produziu. Por isso, haverá na mostra um espaço dedicado ao processo gráfico e de concepção intelectual de Maureen, reunindo, além das suas publicações, grande parte do material que serviu de base para sua criação: correspondências com Jorge Amado, conversas com Guimarães Rosa, recortes de jornais, provas de gráfica e fotografias.

Também será inédita a sala voltada à variada produção artística da fotógrafa, marcada principalmente após a década de 1970, com referências à extinta galeria O Bode, dedicada à divulgação da arte popular brasileira; ao seu trabalho como curadora no Pavilhão da Criatividade, no Memorial da América Latina; e à sua atuação em projetos sociais ligados à produção audiovisual, em parceria com a filha Sophia Bisilliat.

Livro: Maureen Bisilliat - fotografias
A publicação homônima à exposição reconstrói a trajetória de Maureen ao longo de 50 anos de profunda atividade criativa. O livro, editado pela própria fotógrafa, reúne 12 ensaios fotográficos, dispostos de forma delicada e subjetiva. As imagens são combinadas a textos variados, resultando em parcerias artísticas formadas entre Maureen e João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Jorge Amado e Euclides da Cunha. Mas este livro é mais do que um livro de fotografia. É também uma biografia de Maureen – cuja vida foi reconstruída pela escritora e jornalista Marta Góes –, uma antologia visual das paisagens, pessoas e objetos que a marcaram ao longo da vida, uma reunião das melhores críticas já escritas sobre seu trabalho, uma bibliografia comentada pela autora, uma fonte de referências inestimáveis sobre suas publicações, exposições, vídeos e filmes.

Maureen Bisilliat – Fotografias
304 pgs
ISBN: 978-85-86707-45-2
23 x 30 cm
R$ 140,00


Sobre a fotógrafa


Sheila Maureen Bisilliat nasceu em Englefieldgreen, Surrey, Inglaterra, em 1931. Estudou pintura com André Lothe em Paris (1955) e no Art Students League em Nova York (1957) antes de se fixar definitivamente no Brasil em 1957, na cidade de São Paulo. Trabalhou para a Editora Abril entre 1964 e 1972, fotografando para várias publicações, das quais destaca-se a revista Realidade.

É autora de livros de fotografia inspirados em obras de grandes escritores brasileiros, como A João Guimarães Rosa, em 1966; Sertões – Luz e trevas, de 1983, baseado no clássico de Euclides da Cunha (1866-1909); O cão sem plumas, de 1984, referenciado no poema de mesmo título de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), e Bahia amada amado, de 1996, com seleção de textos de Jorge Amado (1912-2001).

Em 1985, expõe em sala especial na 18ª Bienal Internacional de São Paulo um ensaio fotográfico inspirado no livro O turista aprendiz, de Mário de Andrade (1893-1945). Ela produziu, ainda, Xingu – Território tribal (1979) e Terras do rio São Francisco (1985). A partir da década de 1980, dedicou-se ao trabalho em vídeo, com destaque para Xingu/terra, documentário de longa-metragem rodado com Lúcio Kodato na aldeia mehinaku, no Alto Xingu.

Recebeu bolsa da John Simon Guggenheim Foundation, Estados Unidos (1970), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1981/1987), da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (1984/1987) e da Japan Foundation (1987). Formou o acervo de arte popular do Pavilhão da Criatividade do Memorial da América Latina, São Paulo, o qual dirige desde 1988. Ela obteve o prêmio de Melhor Fotógrafo da Associação dos Críticos de Arte de São Paulo (1987).
Em dezembro de 2003, sua obra fotográfica completa, composta por cerca de 16 mil imagens - fotografias, negativos preto e branco e cromos coloridos, nos formatos 35 mm e 6 x 6 cm - foi incorporada ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles.

SERVIÇO:

Exposição Maureen Bisilliat: fotografias / Acervo Instituto Moreira Salles
Vernissage: dia 1º de março de 2010, às 19h – fechada para convidados
Local: Galeria de Arte do SESI-SP - Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp
Exposição: de 2 de março a 4 de julho de 2010
Horários de visitação: segunda-feira, das 11h às 20h; de terça-feira a sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 19h.
Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406

www.sesisp.org.br/centrocultural

Entrada: franca
Agendamento de grupos: (11) 3146-7396 – de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h.


SESI-SP e SENAI-SP / FIESP
www.sesisp.org.br
www.sp.senai.br

IMS-SP
www.ims.com.br


Veja também matéria sobre Maureen no programa Provocações, do Abujamra:
http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/programas/1039

PS: em 19/07/2010 John Bailey, ASC, fez um lindo post analisando a obra e a vida de Maureen:
http://www.ascmag.com/blog/2010/07/19/maureen-bisilliat-brazil%E2%80%99s-camera-poet/

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fodorovska

Nova peça com fotos minhas estréia 04/03 no Espaço dos Satyros 2, às 22:30hs: Fodorovska, de César Ribeiro. O texto está incrível, não percam!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O Ruído Branco da Palavra Noite

Convidamos todos a participar, dia 27/02 das 14:00 às 16:00hs, de um bate-papo com os membros do grupo. Falaremos sobre o processo de criação, os materiais de que nos cercamos em nossa pesquisa, os impulsos que moveram nossa relação com esses materiais. E, mais importante, ouviremos vocês - seus impulsos, impressões, questões - para que a conversa siga a partir disso.

O encontro acontecerá das 14h às 16h, na Sala Experimental Plínio Marcos do TUSP (Rua Maria Antônia, 294).








Para quem ainda não viu, ainda teremos apresentações no Festival de Curitiba, dias 25 e 26/03.

Até!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Fotos da remontagem de BR3, do Teatro da Vertigem

Resolvi fazer mais uma escavada dentro de meus arquivos e resgatei aqui minha participação no espetáculo BR3, do Teatro da Vertigem.

BR3 se refere aos radicais de Brasília, Brasilândia e Brasiléia. O espetáculo original iniciava na confluência entre os rios Tietê e Pinheiros e terminava no cebolão onde inicia a Rodovia dos Bandeirantes.

Participei da cenografia, da iluminação e da fotografia do espetáculo original. Fiz as máscaras fotográficas com a Marina e fiz todas as pinturas originais dos cenários da personagem Tia Selma. Fiz também os adereços luminosos desta remontagem no Rio de Janeiro.

Remontagem? Sim. Estas fotos foram feitas no ponto mais poluído da Baía de Guanabara (Rio de Janeiro/RJ), no 8º festival riocenacontemporânea, em outubro de 2007. Nesta remontagem uma balsa de 28x6m leva o público de 100 pessoas a 15 pontos da Baía de Guanabara, da Ponte Rio-Niterói à Ilha do Fundão, onde acontecem as diversas cenas do espetáculo concebido e encenado inicialmente no Rio Tietê (São Paulo/SP).


Veja mais em www.teatrodavertigem.com.br

e em www.flickr.com/photos/nelsonkao

Aproveitem!


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Preciso recomendar a próxima exposição fotográfica na Pinacoteca:

(clique na foto pra ver grande)




Quantas saudades do grande mestre!!!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fotos de Cansei de Tomar Fanta

Fizemos o lançamento do espetáculo "Cansei de Tomar Fanta", de Alberto Guzik, na Internet antes mesmo dele entrar em cartaz no teatro "real".

Vejam as fotos do espetáculo que estreiou no http://www.teatroparaalguem.com.br/ em 05/02/2009.




Quer assisitir agora? Então vá ao Porão:
http://www.teatroparaalguem.com.br/casa/index.php?option=com_content&view=article&id=72:cansei&catid=4:porao&Itemid=8

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Participo do site www.teatroparaalguem.com.br, onde escrevi o texto abaixo:


É TEATRO? É CINEMA? É INTERNET?

Afinal o que estamos buscando? Algo novo. Algo que provoque e atinja a nossa sensibilidade e a do público. Não sabemos o que estamos criando, nem queremos um nome para isso. O artista sente uma necessidade de produzir, e por isso o faz, só isso. Não entende e nem quer entender ou nomear o que cria.









O teatro é uma guerrilha. Feita por poucos para poucos e com pouco dinheiro. O cinema independente também é feito por poucos também para ser exibido em poucas salas e custa muito... A TV??? Ah, a TV... Então tentamos achar uma saída para isso tudo!!!

Uma coisa é certa, estamos tentando. Não queremos repetir o teleteatro. Achamos o teatro filmado muito chato.



Corpo-Estranho-Trailler_0141

Também não queremos um videoclipe. O tempo e a linguagem do teatro é outro. É um tempo único, que dilata ou contrai o real, tornando segundos em anos e vice-versa.




Gravação de 'O Arthur'



Gravação de 'O Arthur'

Convidamos profissionais de teatro e de cinema para juntos fazermos uma fricção criativa: Um interfere no resultado do outro. Assim buscamos um mútuo aprendizado, uma contradição benéfica, uma semente de criação colaborativa.

A câmera torna-se o público. Um público num espetáculo teatral em um espaço não-convencional. Destruímos com o auxílio da câmera a tradicional disposição palco-platéia. E em certos momentos a câmera chega a ser mais um personagem. O duplo do espectador. Dentro do espetáculo. Que finalmente poderá interagir com a atuação durante as apresentações ao vivo, escrevendo um e-mail ou participando de um bate papo num chat ou no MSN...



Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio


A internet aproxima as pessoas. Não foi à toa que serviços de redes sociais, grupos de e-mails, e novos veículos de criação coletiva se difundiram tanto na rede. A Internet é comunicação. Exatamente a comunicação que pode resolver o ciclo vicioso: Existem muitos autores com textos engavetados por falta de viabilidade econômica para se montar o espetáculo. Existem também inúmeros atores talentosos que não têm um meio de ganhar visibilidade. E existe um público que busca uma produção artística livre e inovadora, sem preconceitos nem limites. Foi a partir destas inquietações que surgiu o Teatro Para Alguém. Não temos pretensão de dar respostas. Mas tampouco vamos ficar parados à espera de que elas caiam do céu. Afinal, o que é mesmo Teatro??