quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Festival Atos de Teatro Universitário
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
...Que Mário?

Queríamos tanto fazer um post especial para o Mário que acabamos demorando demais… Porém, vamos ao que interessa:
Quem puder ajudar a família do dramaturgo, por favor, faça uma doação para a conta da mãe de sua filha:
CHRISTINE DO CARMO VIANA
Banco UNIBANCO, agênca 0935, conta poupança 127721-6
Quem puder doar sangue:
Santa Casa, Rua Cesário Motta Jr, 112, Centro.
Mas … dentro do armário? Pois é. O Bortolotto com seu humor peculiar não deixaria a gente fazer um post sem deboche. Queremos que ele saia logo do armário. Com seus personagens marginais, ele sempre riu com seus heróis fracassados em invisíveis batalhas pessoais dentro do submundo. E todos nós nada mais somos do que isso. Artistas escondidos no armário da Praça Roosevelt, na falta de um lugar melhor para ir. O que fazemos lá? Nossas lutas diárias. Realizamos nossos espetáculos, dicutimos os processos de trabalho, bebemos um pouco para esquecer a dor e tentar descobrir uma solução revolucionária para o mundo.
No entanto, este movimento não deve ser confundido com exuberância. A Classe Teatral é pobre, feia e suja. Desarticulada. Esfomeada. Corre o dia todo atrás de editais, SESCs, Secretarias de Cultura, e aceita qualquer trocado para continuar o circo. A pão.
Como alguém pode assaltar um teatro da Praça Roosevelt? Não temos nada para sermos assaltados. Basta entrar no prestigioso Espaço dos Satyros e ver suas instalações para constatarem o quanto somos ricos.
Pelo Mário finalmente nos mobilizamos. Mas precisamos ir além. Precisamos de segurança. Postos policiais permanentes. Iluminação pública adequada, nos dois lados da Praça. Alvarás para funcionamento dos bares. Queremos as obras de reurbanização, que há mais de 20 anos nunca saíram do papel. Queremos receber os valores dos editais sem cortes depois de aprovados. Queremos incentivos permanentes para criarmos vida em outros lugares a exemplo do que fizemos na Praça Roosevelt. Bairros antes abandonados como a Barra Funda hoje são pólos de cultura e de vida social. Isso mostra como o nosso trabalho tem valor público, e retorna para a sociedade sob a forma de transformação e bem-estar social.
E precisamos do apoio da esfera pública e da população para continuarmos a disseminar alegria e sairmos, cada vez mais do armário. Viva Bortolotto!
Post originalmente escrito no Banheiro do www.teatroparaalguem.com.br:
http://www.teatroparaalguem.com.br/blog/2009/12/16/que-mario/
domingo, 19 de julho de 2009
Próxima estréia: Corpo Estranho, Segunda Temporada
Veja mais em
www.teatroparaalguem.com.br
E acompanhe as novidades em nosso Banheiro.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Fotos de Cansei de Tomar Fanta
Vejam as fotos do espetáculo que estreiou no http://www.teatroparaalguem.com.br/ em 05/02/2009.
Quer assisitir agora? Então vá ao Porão:
http://www.teatroparaalguem.com.br/casa/index.php?option=com_content&view=article&id=72:cansei&catid=4:porao&Itemid=8
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Participo do site www.teatroparaalguem.com.br, onde escrevi o texto abaixo:
É TEATRO? É CINEMA? É INTERNET?
Afinal o que estamos buscando? Algo novo. Algo que provoque e atinja a nossa sensibilidade e a do público. Não sabemos o que estamos criando, nem queremos um nome para isso. O artista sente uma necessidade de produzir, e por isso o faz, só isso. Não entende e nem quer entender ou nomear o que cria.
O teatro é uma guerrilha. Feita por poucos para poucos e com pouco dinheiro. O cinema independente também é feito por poucos também para ser exibido em poucas salas e custa muito... A TV??? Ah, a TV... Então tentamos achar uma saída para isso tudo!!!
Uma coisa é certa, estamos tentando. Não queremos repetir o teleteatro. Achamos o teatro filmado muito chato.
Também não queremos um videoclipe. O tempo e a linguagem do teatro é outro. É um tempo único, que dilata ou contrai o real, tornando segundos em anos e vice-versa.
Convidamos profissionais de teatro e de cinema para juntos fazermos uma fricção criativa: Um interfere no resultado do outro. Assim buscamos um mútuo aprendizado, uma contradição benéfica, uma semente de criação colaborativa.
A câmera torna-se o público. Um público num espetáculo teatral em um espaço não-convencional. Destruímos com o auxílio da câmera a tradicional disposição palco-platéia. E em certos momentos a câmera chega a ser mais um personagem. O duplo do espectador. Dentro do espetáculo. Que finalmente poderá interagir com a atuação durante as apresentações ao vivo, escrevendo um e-mail ou participando de um bate papo num chat ou no MSN...
A internet aproxima as pessoas. Não foi à toa que serviços de redes sociais, grupos de e-mails, e novos veículos de criação coletiva se difundiram tanto na rede. A Internet é comunicação. Exatamente a comunicação que pode resolver o ciclo vicioso: Existem muitos autores com textos engavetados por falta de viabilidade econômica para se montar o espetáculo. Existem também inúmeros atores talentosos que não têm um meio de ganhar visibilidade. E existe um público que busca uma produção artística livre e inovadora, sem preconceitos nem limites. Foi a partir destas inquietações que surgiu o Teatro Para Alguém. Não temos pretensão de dar respostas. Mas tampouco vamos ficar parados à espera de que elas caiam do céu. Afinal, o que é mesmo Teatro??