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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O Cinema Brasileiro vai bem, mas a maioria dos filmes vai mal

Deu no Estadão de anteontem (04/12): "O Cinema Brasileiro vai bem, mas a maioria dos filmes vai mal". Os filmes nacionais representaram 17% do total da bilheteria dos cinemas, uma marca a comemorar. Aparentemente. Na verdade, do total do faturamento, 15% foram abocanhados por apenas 15 filmes. Somente os 2% restantes foram resultado da bilheteria dos 100 longas restantes lançados em 2013.

Há definitivamente um descompasso entre o que se produz e o que o público quer ver. Há um pouco de tudo. Filmes que são subsidiados pelo Estado e por isso não têm o menor compromisso com o mercado. Competição acirrada com os blockbusters estrangeiros. Falta de grana para fazer a publicidade dos filmes. Não sei onde está o problema, mas isso não pode continuar. Existem filmes bons sendo feitos, mas o público não os vê.



O "filme médio" desapareceu em 2013. Os filmes que tanto os pensadores como a empregada doméstica ouvem falar (mas nenhum assiste). Aqueles que têm por volta de 150 cópias e atingem a marca de 500 mil espectadores. Segundo Camila Pacheco, diretora de marketing da Fox do Brasil, o share do filme médio caiu de 30% para 6% no mercado, mesmo com o aumento do número de salas de exibição, em torno de 7% ao ano, mais que o dobro do PIB.

Muito se falou de "O Som ao Redor". O frisson causado na intelectualidade, discussões fervorosas sobre se o filme era bom ou não... para quê? Um filme que no total, apenas 96 mil espectadores viram. Estamos vivendo numa bolha, discutindo estética totalmente alienados do que o povo respira? O cinema nacional é um verdadeiro "Das Glasperlenspiel (O Jogo das Contas de Vidro)", profetizado por Hermann Hesse em 1931? Será que não percebemos que já estamos chegando em 2014, quase cem anos de evolução aconteceu lá fora?

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,artistas-discutem-variacao-da-bilheteria-do-cinema-nacional-em-2013,1103906,0.htm

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Teatro e a Internet, no The Guardian:

O Teatro e a Internet, no The Guardian:

Theatre: wake up to the digital age!

http://www.guardian.co.uk/stage/theatreblog/2010/apr/18/theatre-digital-twitter-facebook-social-media

domingo, 19 de julho de 2009

Próxima estréia: Corpo Estranho, Segunda Temporada

Finalmente terminamos as filmagens de Corpo Estranho - Segunda Temporada, e estamos animadíssimos para ver o resultado pronto. Desta vez fiz a Direção de Fotografia com o Maurício Tibiriçá, a operação de Câmera e a fotografia Still com a Alessandra Fratus. Aqui está um tira-gosto para vocês!!!






Veja mais em
www.teatroparaalguem.com.br

E acompanhe as novidades em nosso Banheiro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Participo do site www.teatroparaalguem.com.br, onde escrevi o texto abaixo:


É TEATRO? É CINEMA? É INTERNET?

Afinal o que estamos buscando? Algo novo. Algo que provoque e atinja a nossa sensibilidade e a do público. Não sabemos o que estamos criando, nem queremos um nome para isso. O artista sente uma necessidade de produzir, e por isso o faz, só isso. Não entende e nem quer entender ou nomear o que cria.









O teatro é uma guerrilha. Feita por poucos para poucos e com pouco dinheiro. O cinema independente também é feito por poucos também para ser exibido em poucas salas e custa muito... A TV??? Ah, a TV... Então tentamos achar uma saída para isso tudo!!!

Uma coisa é certa, estamos tentando. Não queremos repetir o teleteatro. Achamos o teatro filmado muito chato.



Corpo-Estranho-Trailler_0141

Também não queremos um videoclipe. O tempo e a linguagem do teatro é outro. É um tempo único, que dilata ou contrai o real, tornando segundos em anos e vice-versa.




Gravação de 'O Arthur'



Gravação de 'O Arthur'

Convidamos profissionais de teatro e de cinema para juntos fazermos uma fricção criativa: Um interfere no resultado do outro. Assim buscamos um mútuo aprendizado, uma contradição benéfica, uma semente de criação colaborativa.

A câmera torna-se o público. Um público num espetáculo teatral em um espaço não-convencional. Destruímos com o auxílio da câmera a tradicional disposição palco-platéia. E em certos momentos a câmera chega a ser mais um personagem. O duplo do espectador. Dentro do espetáculo. Que finalmente poderá interagir com a atuação durante as apresentações ao vivo, escrevendo um e-mail ou participando de um bate papo num chat ou no MSN...



Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio


A internet aproxima as pessoas. Não foi à toa que serviços de redes sociais, grupos de e-mails, e novos veículos de criação coletiva se difundiram tanto na rede. A Internet é comunicação. Exatamente a comunicação que pode resolver o ciclo vicioso: Existem muitos autores com textos engavetados por falta de viabilidade econômica para se montar o espetáculo. Existem também inúmeros atores talentosos que não têm um meio de ganhar visibilidade. E existe um público que busca uma produção artística livre e inovadora, sem preconceitos nem limites. Foi a partir destas inquietações que surgiu o Teatro Para Alguém. Não temos pretensão de dar respostas. Mas tampouco vamos ficar parados à espera de que elas caiam do céu. Afinal, o que é mesmo Teatro??